TASCA DA ESTAÇÃO

2.3.06

O fim da Europa

A recente vaga de proteccionismos nacionalistas sobre as empresas, no caso, de energia, revela que para a esmagadora maioria dos países, a Europa só vale num sentido: quando as suas empresas podem ir comprar empresas de outros estados. Quando o inverso se passa (vide E.On vs Endesa ou Enel vs Suez), logo vêm os governos, pressurosos, bloqueando o processo invocando tudo o que lhes vem à cabeça, por mais estapafúrdio que seja. Só não invocam o mais óbvio: é que ninguém gosta que lhe vão ao pomar sacar a fruta.

O caso dos espanhóis, então, é gritante: entram por aqui a dentro como se isto fosse deles (agora já praticamente o é...), mas quando são os alemães a querer comprar-lhes as empresas, aqui d'El Rei quem nos acode! E para os franceses é a mesma coisa. E para nós só não é porque não mandamos a ponta de um corno e porque temos o hábito de lamber as botas a qualquer camone que aí apareça.

Perante isto, é evidente que a Europa tem os dias contados. Deito-me a adivinhar quando começará a próxima guerra. Porque os "Estados Unidos da Europa" nunca verão a luz do dia. E ainda passaremos pela vergonha de os americanos virem cá pôr ordem nisto. Afinal, foi o que eles fizeram a partir de 1942, com particular ênfase desde o dia 6 de Junho de 1944...

P.S.: aqui para nós, a única coisa que me interessa nisto tudo é qual é o valor das acções da Suez, para ver se vendo as minhas a bom preço e ganho umas c'roas...